Erotismo por lebre

Assisti.. e o cartaz é melhor que o filme... "Diario de una ninfómana", baseado na novela da francesa Valérie Tasso, promete mais do que cumpre... A autora construiu-se como personagem e figura pública com o tal "exercício de auto-ficção" dotado do que inteligentes observadores da imprensa local chamaram de "un eficaz poder lubricador unisex". Valérie, autora e personagem, funcionava como sofisticada fantasía sexual masculina e como mito de auto-afirmação do feminino, mesmo. Alimento para o imaginário de homens, imantado pela liberdade e disponibilidade de uma mulher que, entre outras coisas, pulverizava o sentido da culpa unido à instrmentalização do velho arquétipo de objeto e, ao mesmo tempo, exercia o modelo exemplar - capaz de produzir desejo, sentido e sensibilidade - para leitoras necessitadas de um ícone pós-feminista. A adaptação cinematográfica de "Diario de una ninfómana" sublinha, no fundo, o que estava por debaixo deste integrador processo de sedução: o livro não era mais do que uma "novela rosa de toda la vida por otros medios": seu toque de distinção não consistia em gratificar ao público feminino com uma maior explicitação sexual, senão em disfarçar-se de relato erótico para atrair ao leitor masculino ("darle gato por liebre"). O filme acaba transitando entre o softcore e o kitsch..a voz em off da personagem acaba parecendo recurso cômico Às vezes... é o que uma amiga nossa diria: "esperava mais"!!

5 comentários:

João Rock disse...

O cartaz é a alma da ilusão! O albergue, por exemplo... cartaz legal, filme idiota! Na bem da verdade o cartaz não é tão legal assim, mas confesso que peguei para olhar por causa dele!

Julio Jr. disse...

Cartazes, títulos e etc... nos pregam peças interessantes, ainda mais no assunto que o filme "propagandeia".
Hoje vemos, nas prateleiras das dvdotecas, por exemplo, inúmeras capas atrativas, com sinopses cativantes. porém decepcionantes em conteúdo.

Misael disse...

Albergue é um filme que mostra uma qualidade técnica superior a qualquer Jogos Mortais já lançado, ou a maioria dos filmes de terror que estão no mercado no momento. Ele não pretende ser assustador. Pretende ser nojento e consegue. Uma piada de humor negro, no melhor estilo Eli Roth.

Pelo que li do filme citado no post, a escritora é uma Bruna Surfistinha da vida. Como a versão brasileira não me atrai nem um pouco a atenção, a versão espanhola, malhada pela crítica não me surpreende também.

Marcos Santuario disse...

Comentários bala... cada um na sua... comento: gosto é gosto e não se discute.... e propaganda continua sendo mesmo a "arma" do negócio... quanto à crítica, sempre vou mais além... busco meu próprio olhar, melhor ainda sem ler muito sobre o filme antes...

Juliane Soska disse...

propaganda é arma do negócio, no nosso peito bate um alvo muito fácil...