Aí vem elas...

Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) comprova que 38% dos trabalhadores de todos os níveis hierárquicos têm medo de tirar férias, temem ser substituídos por alguém que faça melhor o seu . São muitas questões assombram pessoas na decisão de gozar o merecido descanso. E tem aqueles se orgulham de férias não gozadas.

O escritor Sérgio Nardi fala da síndrome do indispensável, a partir da qual, nada funciona sem ele, a síndrome do pânico corporativo, ou seja, o medo de ser dispensado ou dispensável durante as férias e a síndrome workaholic, vício compulsivo pelo trabalho e falta de motivação social. E o escritor tranquiliza "O mundo não gira ao seu redor e não será em um curto período de tempo a chance de provar sua capacidade ou importância para a corporação, caso não o tenha feito ao longo de todo ano. Livre-se das amarras e peça férias, de nada adianta a leitura de inúmeros manuais de auto-ajuda se você não colocá-los em prática. Excelente oportunidade, para equilibrar as finanças, aumentar o rendimento e ajudar na poupança. Mas quanto vale a sua sanidade? Qual o preço de relaxar, de desligar a máquina humana de trabalhar e despertar o ser humano para correr, brincar, dormir, comer e beber sem preocupação, nem que seja por pelo menos alguns poucos dias? A pressão, as metas e os objetivos estão a cada dia maiores e o empenho e a dedicação de cada um de nós, tem atendido a essa demanda proporcionalmente, gerando um espiral de estresse, fadiga e cansaço. Mais uma vez a dúvida é se em apenas 15, 20 ou 30 dias no máximo, será possível resolver todos os problemas que até aqui, não foram resolvidos nos mais de 330 dias decorridos até então". O escritor é autor de: "A Nova Era do Consumo de Baixa Renda”, “Marketing para o Varejo de Baixa Renda” e “Viva Melhor”.

4 comentários:

Bruna disse...

ADOREI! Acho que vou imprimir o texto e carregar comigo até a chegada das minhas férias.

"Quanto vale a sua sanidade?"

Beijos

Marcos Santuario disse...

Férias é como aposentadoria (imagino)... quanto melhor a gente se prepara, melhor a gente curte...

Ariela Dedigo disse...

Já disse o grande Bauman que um dos maiores medos do ser humano nos tempos atuais é o exclusão - no trabalho, na vida afetiva, na sociedade...

Mas tbm lembro da minha vó que sempre me dizia: "p/ que é, bacalhau basta"! hehehe... não serão só uns 30 dias que vão provar seu valor...

Féria!!! WE CAN! :o)

Bruna disse...

Já o conselho da minha vó em relação à labuta é o seguinte: "para de trabalhar e estudar um pouco. Já está na hora de encontrar um marido."

=)